sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

 

Nos bastidores de Adilson, a ópera de Dino d’Santiago Estreada em Setembro passado no âmbito da BoCA – Bienal de Artes Contemporâneas, esta ópera em cinco actos chega esta quinta-feira ao Porto, ocupando a sala principal do Coliseu.

 Adilson (ou D’afonsa, ou Nuno, dependendo do contexto) nasceu em Angola, é filho de pais cabo-verdianos e vive há mais de 40 anos em Portugal. Hoje, como há quatro décadas, não tem cidadania portuguesa. É em Adilson que se centra a ópera homónima, em cinco actos, de Dino D’Santiago. Estreada em Setembro passado no âmbito da BoCA – Bienal de Artes Contemporâneas, chega esta quinta-feira ao Porto, ocupando a sala principal do Coliseu. Estivemos, na véspera, com a equipa artística, assistindo ao seu processo de trabalho, acompanhando os ensaios, sem figurinos. A escrita do libreto ficou por conta do dramaturgo Rui Catalão, antigo jornalista do PÚBLICO. O maestro Martim Sousa Tavares assume a batuta, dirigindo, no Porto, a Orquestra Sinfonietta de Braga, bem como o percussionista Iuri Oliveira, o guitarrista Djodje Almeida, a flautista Mais Hreish e o pianista Raúl da Costa. Michele Mara, Cati, NBC, Soraia Morais, Koffy, Rebeca Reinaldo, Rúben Gomes, Solange Freitas e Iuri Oliveira compõem o elenco. Estes e outros nomes são quem dá vida a esta ópera. Sejam bem-vindos aos bastidores de Adilson.

 

Temos banda, chama-se Duques do Precariado: “Estamos a tentar fazer coisas nobres do ponto de vista humano” Encarnação oferece um cancioneiro à altura destes dias diabólicos. 
Música deste tempo, essencial para pensar o tempo que queremos. 

 Temos banda, chama-se Duques do Precariado: “Estamos a tentar fazer coisas nobres do ponto de vista humano” Lá fora, é quase Natal e o vento “assobia estranhas colcheias”. Cá dentro, e estamos dentro do Maus Hábitos, no Porto, os Duques do Precariado tocam ao vivo, apenas pela segunda vez (a primeira foi na véspera, no espaço BOTA, em Lisboa), algumas das canções daquele que será o seu segundo disco, Encarnação. Na teoria, será editado apenas nos últimos dias de Janeiro. Mas na prática, já está cá fora, na banca do merchandising, disponível para quem escolheu passar a sua noite de sexta-feira a ver este trio que, por vezes, se transforma em sexteto.

 Daniel Dias (texto)

domingo, 25 de janeiro de 2026

 

A despedida de Diogo P. num último concerto na bateria dos Holocausto Canibal Com quase trinta anos de carreira, os Holocausto Canibal são uma das referências nacionais do metal.

 

“Quando vês aves a migrar para a Palestina percebes como têm liberdade total”

 Exposição Aves da Palestina de cinco fotógrafos palestinianos, com fotografias de aves captadas na Cisjordânia e em Gaza, foi inaugurada este sábado e fica no Mira Galerias, no Porto, até 28 de Março.

 As paredes do Mira Galerias, no Porto, estão, por estes dias, dedicadas à Palestina. Mas de uma forma que a maior parte das pessoas não esperaria. O que os visitantes podem ver na galeria de Campanhã são corujas, abelharucos, estorninhos, abutres, melros ou picanços. Além, é claro, do beija-flor-da-palestina, a ave nacional do território. São imagens captadas por fotógrafos palestinianos, na Cisjordânia e em Gaza, que estão cobertas de significado. Para uns, são o símbolo da liberdade, para outros, encerram a possibilidade de união além-fronteiras, e há também quem encare a sua divulgação como uma missão. Para que se saiba que a Palestina não é só guerra, sofrimento e morte. Três desses fotógrafos viajaram até ao Porto para a inauguração de Aves da Palestina.
Patricia Carvalho (texto)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

 

Sibela e Digoo, da Dançando com a Diferença, é melancolia, raiva, catarse
 Composta por solos de Isabel Teixeira e Diogo Freitas, dois dos bailarinos da companhia de dança inclusiva, a peça é coreografada por Tânia Carvalho e estreia-se esta quarta-feira no Teatro Viriato. 



 O solo de Isabel Teixeira é uma dança “mais solitária, triste”. Diogo Freitas, por sua vez, “parece um artesão que está a tentar construir um objecto”: não está contente com a maneira como está a ficar “e então começam a sair momentos de raiva”. Dizia-o, no tema de capa da edição mais recente do Ípsilon, a coreógrafa portuguesa Tânia Carvalho, que esta quarta-feira, no Teatro Viriato, em Viseu, estreia Sibela e Digoo, novo capítulo da sua colaboração com a Dançando com a Diferença, companhia madeirense de dança inclusiva, composta por pessoas com e sem deficiência, que celebra 25 anos de actividade em 2026